quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Noite de estréia

Hoje eu pisei pela 1ª vez no Teatro Municipal aqui de Piracicaba. Esse aí fantasiado de Pica-Pau sou eu, no meio da mulherada, pedindo uma Brahma (ops! um Toddynho). Pô, eu merecia, afinal eu já estava de "castigo" nos camarins há quase duas horas, com a mesma fralda, vestido com um shortinho esquisito e com essas penas coloridas. Só esperando minha vez de subir no tablado.


Tudo correu perfeitamente bem. Meu competente assessor de imprensa conseguiu atrair a mídia local - jornais, rádio e TV - para a cobertura do evento, especialmente para a realização de entrevistas exclusivas comigo. E minha personal nutricionista preparou um cardápio especial visando a qualidade da minha performance artística. Diferente do Michael Jackson e outras estrelas exigentes e enjoadas, sou um astro de hábitos simples. Em meu camarim só havia frutas orgânicas, água Perrier (francesa), salmão, caviar, lagosta, canapés de foie gras (fígado de pato fresco), pamonhas de Piracicaba e o bom e velho Toddynho, meu santo elixir. Claro, além das 350 toalhas e de uma banheira de hidromassagem com água a 36, 7º C. É fácil trabalhar comigo.


Taí uma parte da minha fantasia de Pica-Pau. Isso é um boné adaptado com penas, pedaços de tecido e alguns enfeites. Em 2009 vou contratar um figurinista exclusivo.


No meio teatral dizem que dá sorte saudar em alto e bom "merda! merda! merda!" (três vezes!) antes de entrar em cena. É um conhecido ritual entre atores. Falei isso para um amigo meu antes do espetáculo começar, mas ele não entendeu e levou ao pé da letra. Ele largou esse 'souvenir' nas coxias do teatro.

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